Em um cenário que mistura o concreto da laje com o suor das mãos que lavam a vida, Luciana Picorelli deu vida à figura da lavadeira brasileira em um ensaio fotográfico ousado e simbólico. Com um vestidinho, corpo molhado e expressão firme, a rainha de bateria da União do Parque Acari recriou, com sensualidade e respeito, a mulher que carrega a história do povo nos braços — entre bacias, panos e sonhos.
A inspiração vai além do imaginário popular: Luciana faz uma homenagem à figura da lavadeira presente no teatro brasileiro, especialmente nas obras que exaltam o Brasil profundo, como nos textos de Ariano Suassuna, Plínio Marcos e no Teatro de Arena. A mulher que luta, que canta, que dança, que sofre e resiste. A lavadeira que, mesmo exausta, mantém a sensualidade natural de quem conhece o próprio corpo e não se envergonha de ser quem é.
“Essa lavadeira sou eu, é você, é cada mulher que não tem medo de mostrar sua força, sua pele, sua verdade. É uma forma de lembrar que sensualidade e dignidade caminham juntas. E que o teatro — assim como a vida — é feito das personagens reais que enfrentam a vida de peito aberto e corpo em movimento”, declarou Luciana.
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