Antes de decidir a fantasia que vai usar em sua estreia no Carnaval de São Paulo, a musa da Colorado do Brás Gabi Fatalle tomou uma decisão radical: dispensou o estilista e confiou na inteligência artificial para criar os primeiros modelos do look que imaginava para a avenida. Ela usou o ChatGPT e o NanoBanana.
A ideia era simples e ao mesmo tempo inovadora. “Escrevi o briefing completo: queria algo micro, nano, extremamente ousado, confortável e pensado para o meu corpo. Os primeiros modelos ficaram bons, me animei. Mas o resultado final foi frustrante”, lembra rindo. “A IA só me devolvia fantasias muito comportadas, Pedi nanofantasia e recebi vestidos longos, outros com pegada de frevo. Não entregou nada sensual, nada muito pelada e desisti”.
Segundo Gabi, a experiência serviu como um choque de realidade e ajudou a definir o caminho da sua estreia. “Percebi que tem muita limitação com o sensual. Dizem que são morais, né? Tive que contratar um estilista e chegamos no modelo perfeito. Ele entregou como eu queria, bem micro mesmo. Agora o ateliê está reproduzindo o desenho”.
Foi a partir disso que ela decidiu abandonar de vez o tradicional tapa-sexo e apostar no conceito da nanofantasia. A peça, feita em tecido que imita a pele, foi pensada pelo próprio estilista para garantir conforto, liberdade de movimentos e impacto visual. Gabi ainda não somou os investimentos, mas diz que ultrapassa R$ 60 mil.
A musa da Colorado viaja de Londres para o Brasil na próxima semana e entra na reta final de preparação para os ensaios técnicos e aulas intensivas de samba. Além do Carnaval, ela é criadora de conteúdo adulto e já foi capa de revistas masculinas.

** Este texto não necessariamente reflete, a opinião do FoliaDoSamba